O bem-querer de todas aquelas manhãs
Quando um grito de alegria então, não pudera entoar
O bem de tudo não querendo nada
Tens a melhor alma que este mundo já vira
O branco que todos ingeriram, exceto tu, especial
Acolhera o que não era teu
E fizeste feliz o mais podre sorrir
“Bem bom demais”
Em milhões de anos, o que seria desta vida
Se não fosse o seu paradoxo?!
A sua gentileza em dar sem receber
E em ser amável sem conhecer
A rara cabana que só tu conhecera
Na noite escura de luz única
Trouxera respeito, camomila e lavanda
Levara o sono e qualquer frieza, tirara sua camisa e colocara o lençol
O tempo esgotara… E o amor?
O brilho daquele céu radiante
O latir dos cães e o roncar do motor
A senhora gritava: “café na mesa”
Não tivera aqueles olhos incandescentes
Mas completara 365 dias e não acabara,
Não, surgira o dobro daquele pedaço vermelho
Rapidamente…
Flashbacks da sessão de fotografias que tiraram juntos
Mesmo com mãos que não se entrelaçavam
No silêncio, no quarto de luz baixa
A sua nova esquerda, encaixava-se no pequeno corpo pálido
As piadas sem qualquer nexo
Tão fofo, agradável e tão vivo
Não viera na mente, alguém que superasse-o
O 13 corou.
Os telefonemas indiferentes que negara
As insanas loucuras que imaginaram juntos
O primeiro contato… O “você é minha melhor amiga”
Confundido com o “eu te amo” abafado
O masculino e feminino jeito de ambos no outro
Interligaram-se, no que antes apenas era onisciência
Instigara os lábios carnudos.
Torna-se o que ela mais queria
700 km não descreveriam o que era aquilo
Muito menos uma vida, para as pessoas ao redor
O peito semi-torneado destacava-se em sua magreza
Mas fostes o melhor: acolhedor, atraente e encantador
As mãos que não pareciam suas..
Na sinestesia da doce lembrança,
No inalar que exalara aquela noite
Fecham-se as pálpebras de quão intenso que foste…
Delicadeza em “não experiência”
Imaginara os céus se tal imaturidade pudera segurar aquele sentimento
O diferencial, porém, e se morrer?
“Tens que ter o mais bonito, alto e forte homem”
Infligira as regras, fugira do padrão
Só cativaras o que fostes capaz de cuidar
Aliás, aceitara somente o seu tipo de mente e olhos convincentes
Não há planos, nada explicitamente dito
Há apenas o viver, o hoje. Incerto?
Ora a vida é esse caminho de cactos,
Ora aquele jardim florido de setembro também
E se o prometido não prometer?
E se o cartão perder a validade?
E se o shorts não sentido mais fizer?
Tratando-se dele, pode-se acreditar que não.
Mas o não é sim, e sim é não.
Hãm?!
O extenso não combina com eles
Nem mesmo o céu imenso poderia ser maior que tudo isso
Loucura? A única explicação
Aquilo fluíra.
Algo daquele a m o r mudou
Mas ele é quem continua lembrando todas as datas
Ela, quem briga e sente o ciúmes assustador
As palavras não sussurradas, e o silêncio que prevalecera
Faz sentido agora?
O broto de vida encheram-na de sua luz.
E se ela um dia enjoar dele, saiba que não fostes o único
Garota estúpida, sem piedade, complexada
Que só ele acalentara e fazia-na bem
Que entendia e cultivava todos aqueles raros sentimentos e surtos
Saiba também, que por agora,
Ela seria grata se apenas o tivera
Se apenas sentisse aquele vento sendo aquecidamente adormecido por seus braços
Todo o egoísta pensamento que sempre quisera, seria ele a concretizar
E a voz da mãe se calaria, ao não dizer: “você vai morrer sozinha”
Ela então respiraria, graças a Ele e ele.
Independentemente de humor, o mais verdadeiro amor.
Ela seria feliz;






